Sobre Educação

Inclusão e o meu agir Pedagógico

A inclusão do aluno com N. E. é tão importante para a escola e para a sociedade que seria excelente se os professores tivessem a capacidade de ver nestes alunos, não alguém a quem falta alguma coisa, mas alguém que possui potencialidades específicas. Isso serviria, também, para lidar com aquele aluno que é desatento, que não estuda ou que parece que nunca entende coisa alguma.

A qualidade de aprendizagem deve ser medida pelo percurso do aluno, ao ultrapassar suas dificuldades, ao construir gradualmente os seus conhecimentos, pelos professores e avanços dele próprio, diante do que era capaz de reagir antes e do que consegue agora.

O ensino é avaliado com base no que o professor conhece sobre o comportamento escolar de seus alunos e como modula constantemente o seu trabalho para ajustar às conveniências de cada educando, nas situações de aprendizagem.

Não se trata de abrir mão do rigor de avaliar. Na verdade, este processo requer um rigor maior, tanto quanto clareza nas intenções e no modo de avaliar. Requer verificação do que foi aprendido pelo aluno, de como se dá o seu pensar, de quais relações estabelece entre eventos, de como estabelece tais relações, bem como requer a identificação de “o que”, “como”, o professor está ensinando, quais intervenções e/ou mudanças devem ocorrer nas estratégias pedagógicas adotadas. Neste processo, torna-se essencial ouvir o aluno, na busca de compreensão sobre o que ele pensa e sobre que hipóteses ele formula acerca de seus acertos e erros. É essencial que o professor pense a respeito dessa caracterização do aluno e de como considera no planejamento e na execução de suas ações pedagógicas.

A avaliação só terá sentido quando deixar de ser medida estática, e partir em busca da compreensão do indivíduo que aprende e se desenvolve, e do próprio processo de aquisição, construção do conhecimento de forma contextualizada.

A avaliação compreensiva é processual, o que implica em desenvolvimento ao longo do tempo e é contínua. Todos se beneficiarão: os alunos ainda considerados especiais, e os tidos como normais, especiais, enquanto diferentes.

Eliana Maria Albuquerque Sampaio
Coordenadora Psicopedagógica da Educação Especial

 
 
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